O Flamengo, o ateliê e o próximo capítulo da Carolices

Vista do Rio de Janeiro, cidade onde a Carolices abrirá seu primeiro espaço no Flamengo

Em fevereiro de 2026, anunciei um Take Away único da Carolices no meu Instagram. Três dias de antecedência. Sem campanha paga. Sem tráfego de influenciador. Em uma hora, esgotou — uma curadoria escolhida a dedo dos meus best sellers de Brasília, saindo do meu apartamento no Rio de Janeiro.

Não foi sorte. Foi a evidência de algo que eu já vinha sentindo havia meses: a operação caseira da Carolices tinha chegado no limite. E o próximo capítulo precisava ter um endereço.

Esse é o post sobre por que esse endereço vai ser no Flamengo, e sobre como cheguei a essa decisão depois de dez anos de Carolices, duas cidades e cinco recomeços.

O limite operacional do ateliê em casa

Em 2026, a Carolices opera com uma base sólida de clientes recorrentes e mais de 15.000 seguidores no Instagram, com crescimento orgânico via indicação. A operação acontece dentro do meu apartamento no Rio de Janeiro, numa cozinha que montei num cantinho que antes era a sala de jantar — fogão a gás de casa, batedeira planetária, e muita logística pra fazer caber.

Funciona. Funciona muito bem, considerando. Mas funciona com pouca margem de erro. Quando três pedidos caem pra retirar no mesmo sábado, e dois deles são bolos de quatro camadas, a logística do dia inteiro fica em uma única pessoa: eu, montando, finalizando, embalando, recebendo o cliente na portaria do prédio.

Não dá pra crescer assim. Dá pra manter — mas crescer exige espaço, equipe, e uma vitrine que clientes novos possam descobrir andando pela rua.

O teste do Take Away que mudou a conversa

O Take Away de fevereiro foi um teste deliberado. Eu queria ver se a Carolices ainda tinha tração no Rio depois de três anos vendendo só por encomenda. Anunciei terça à noite, com uma curadoria escolhida a dedo dos meus best sellers de Brasília. Recebi as encomendas até quinta à noite. Produzi sexta. Entreguei sábado.

Esgotou em uma hora. Sem anúncio pago, sem influenciador, sem nada além do meu próprio Instagram. Foi a primeira vez em muito tempo que a operação respondeu sozinha à demanda — não eu correndo atrás de cliente, mas o cliente respondendo a um convite simples.

Foi naquele momento que entendi: o problema da Carolices em 2026 não é demanda. É espaço.

Por que Flamengo, e não outra Zona Sul

Conheço a Zona Sul a pé. Andei pelo Flamengo, Botafogo, Laranjeiras, Catete, anotei o que existia em cada um em termos de confeitaria, café, padaria premium, sorveteria autoral. Comparei tráfego de pedestre, perfil de morador, fluxo de fim de semana, oferta concorrente.

O Flamengo ganhou em três pontos:

Perfil de morador estável. Flamengo tem uma base residencial forte — famílias, profissionais liberais, idosos que moram no bairro há décadas, gente que volta pra casa todo dia. Esse perfil é exatamente o cliente da Carolices: alguém que compra pra ocasião, mas também pra eventos familiares recorrentes.

Acesso central via Largo do Machado. O Largo do Machado é um dos principais nós de mobilidade da Zona Sul — metrô (Linha 1), ônibus de várias direções, conexão com Cosme Velho, Laranjeiras, Catete, Glória. Quem mora em qualquer um desses bairros chega no Flamengo a pé ou em cinco minutos de transporte. A área de captação é maior do que aparenta.

Gap real na oferta de confeitaria autoral premium. Flamengo tem padarias tradicionais excelentes, tem cafés bons, tem sorveteria. Não tem uma confeitaria autoral premium com identidade própria, atendendo encomendas de bolo, com vitrine de doce fino pra consumo imediato. Esse espaço está aberto — e a Carolices se encaixa nele.

O que a nova casa da Carolices vai ter

O espaço físico da Carolices no Flamengo, previsto pra inaugurar no Natal de 2026, vai operar em todas as frentes da marca, num endereço só:

Balcão para consumo no local, com café. Vitrine curada de doces do dia — brigadeiros autorais, fatias de bolo, sobremesas individuais — pra você sentar, tomar um café e comer um doce feito na hora. É a Carolices ganhando uma porta de entrada pública.

Retirada de encomendas. Bolos completos, sobremesas pra eventos, kits de docinhos — tudo o que já é feito hoje, agora com um lugar profissional de produção e um ponto de retirada que não é mais a portaria do prédio.

Delivery. A operação de entrega continua e ganha estrutura — embalagem, logística, agenda — pra atender o Rio inteiro com a mesma qualidade de quem retira na loja.

Atendimento B2B. Empresas, eventos corporativos, presentes executivos, parcerias com hotéis e restaurantes da região. O B2B sempre foi uma frente da Carolices em Brasília, e agora ganha estrutura pra crescer no Rio.

O conceito é o que sempre foi a Carolices: confeitaria autoral premium afetiva. Doce com nome próprio, com história, com a minha digital — agora num lugar que pode ser visitado.

O financiamento coletivo: julho de 2026

Eu não estou abrindo o espaço sozinha. A reforma, o equipamento, o capital de giro inicial — tudo isso exige um aporte maior do que a operação caseira pode gerar em curto prazo. Por isso, em julho de 2026 vou lançar uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Benfeitoria, modalidade Flex, com meta de R$ 70.000.

Eu não estou pedindo pra você bancar a Carolices. A Carolices já existe há dez anos, fatura, tem cliente recorrente, tem operação madura. Estou pedindo pra você fazer parte de um capítulo específico: o capítulo em que ela passa a ter um lugar onde existir publicamente.

O modelo Flex da Benfeitoria significa que a campanha recebe o valor arrecadado mesmo que não atinja a meta total — então cada apoio conta, independente do resultado final. As recompensas vão de brigadeiro autoral entregue em casa até reservas no Festival de Fatias no novo espaço, passando por experiências de degustação privada.

De Brasília ao Rio, e agora ao Flamengo

Em 2010, a Fantástica Brigaderia rodava de uma cozinha de casa em Brasília. Em 2016, virou Carolices, ainda em casa. Em 2017, abriu a primeira loja física, também em Brasília — poucos meses depois, um vazamento no condomínio destruiu várias mobílias planejadas novinhas. Em 2019, recebi o convite pra participar do Que Seja Doce do GNT, venci o programa em abril, e em dezembro daquele mesmo ano abri a segunda unidade da Carolices em Brasília. Em 2020, com a pandemia, fechei a segunda unidade depois da Páscoa e retomei a operação original com foco em delivery — foi um sucesso. Em outubro de 2022, me mudei pro Rio. Em novembro de 2023, encerrei definitivamente a operação de Brasília. De 2024 a 2026, a Carolices cresceu sozinha, de dentro de casa, no Rio, até esbarrar nos próprios limites.

Cada ciclo desses começou com uma cozinha menor do que a anterior — exceto o que está pra começar agora. Pela primeira vez em dez anos, a Carolices vai abrir um espaço maior, melhor, mais permanente do que o anterior. Não é improviso. É uma decisão tomada com base em dez anos de dados e em um teste de Take Away que esgotou em uma hora.

Dezesseis anos, cinco recomeços, uma alma só. E agora, um endereço.

Perguntas frequentes

Onde vai ficar a primeira casa da Carolices no Rio?

A primeira casa da Carolices no Rio de Janeiro vai ficar no bairro do Flamengo, na Zona Sul da cidade. A escolha do bairro foi baseada em perfil residencial estável, acesso central via Largo do Machado e gap na oferta de confeitaria autoral premium na região.

Quando o espaço da Carolices no Flamengo vai abrir?

A inauguração do espaço físico da Carolices no Flamengo está prevista para o Natal de 2026. A reforma do ponto começa em setembro de 2026, logo após o encerramento da campanha de financiamento coletivo no Benfeitoria, que vai ao ar em julho do mesmo ano.

Como vai funcionar o financiamento coletivo da Carolices?

A campanha de financiamento coletivo da Carolices vai ao ar em julho de 2026 na plataforma Benfeitoria, modalidade Flex, com meta de R$ 70.000. No modelo Flex, a campanha recebe os recursos arrecadados mesmo que a meta total não seja atingida — então cada apoio individual contribui efetivamente para a abertura do espaço.

Por que abrir um espaço físico agora, depois de dez anos?

No início de 2026, um Take Away único da Carolices, anunciado com apenas três dias de antecedência, esgotou em uma hora — sem campanha paga, sem influenciador. Esse teste evidenciou que a operação caseira atual não consegue mais responder à demanda. O espaço físico no Flamengo é a próxima etapa natural — não uma vontade, uma necessidade operacional.

A Carolices já teve loja física antes?

Sim, duas. A primeira loja física da Carolices abriu em 2017, em Brasília. Em dezembro de 2019, após a vitória no Que Seja Doce, foi inaugurada uma segunda unidade. Em abril de 2020, com a pandemia, a segunda unidade foi fechada — a operação original retornou em junho do mesmo ano com foco em delivery e cresceu nesse formato. Em novembro de 2023, após a mudança da fundadora para o Rio de Janeiro em outubro de 2022, as atividades em Brasília foram definitivamente encerradas. O espaço do Flamengo será a primeira casa da Carolices em todo o estado do Rio.

De Brasília ao Flamengo, em dez anos de Carolices.

A campanha de financiamento coletivo da Carolices vai ao ar em julho de 2026 no Benfeitoria. Você pode ser parte do próximo capítulo.

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